A Ciência por Trás do Protetor Solar com Cor: Prevenção e Cuidados Essenciais
A fotoproteção é uma das estratégias mais eficazes para a manutenção da saúde e beleza da pele. A exposição à radiação solar, em especial a radiação ultravioleta (UV), é um dos principais fatores para o surgimento de uma série de problemas dermatológicos, que vão desde o envelhecimento precoce até o desenvolvimento de câncer de pele. Nos últimos anos, uma nova categoria de produto tem ganhado destaque: o protetor solar com cor. Além de oferecer a barreira tradicional contra os raios UV, esses produtos incorporam pigmentos que não apenas uniformizam o tom da pele, mas também conferem uma proteção adicional contra a luz visível.
No Brasil, um país com alta incidência solar, a busca por soluções de fotoproteção eficazes é constante. O protetor solar com cor tem se mostrado uma alternativa valiosa, especialmente para quem busca uma rotina de cuidados mais prática, combinando proteção com cobertura cosmética.
Este artigo técnico-científico tem como objetivo aprofundar o conhecimento sobre o protetor solar com cor, explorando sua composição, mecanismos de ação e a importância de sua utilização no contexto da dermatologia moderna, com foco especial na prevenção de condições como o melasma.
A Fotoproteção Além dos Raios UV: A Importância da Luz Visível
Quando pensamos em proteção solar, a primeira associação que fazemos é com a radiação UV. No entanto, a ciência tem demonstrado que outras formas de radiação, como a luz visível e a radiação infravermelha, também podem causar danos à pele. A luz visível, aquela que enxergamos, corresponde a uma grande parte do espectro solar e é emitida não só pelo sol, mas também por dispositivos eletrônicos, como smartphones, tablets e telas de computador.

Estudos científicos mostram que a luz visível, especialmente em seu comprimento de onda azul, pode estimular a hiperpigmentação da pele, exacerbando condições como o melasma. Um estudo publicado no Journal of Investigative Dermatology demonstrou que a exposição à luz visível em peles escuras e fototipos altos pode causar um escurecimento mais persistente e intenso do que a radiação UVA (PMID: 29974407). Isso reforça a necessidade de uma fotoproteção de amplo espectro, que cubra não apenas os raios UVA e UVB, mas também a luz visível.
Os protetores solares tradicionais, que contêm filtros químicos ou inorgânicos (físicos) transparentes, são projetados para absorver ou dispersar a radiação UV. No entanto, eles não são tão eficazes na proteção contra a luz visível. É aqui que os pigmentos minerais, como o óxido de ferro, presentes nos protetores solares com cor, desempenham um papel crucial.
Protetor Solar com Cor: Mecanismos de Ação e Diferenciais
O diferencial do protetor solar com cor reside em sua composição, que inclui filtros minerais (inorgânicos) como o dióxido de titânio e o óxido de zinco, além de pigmentos coloridos, predominantemente o óxido de ferro.
Os filtros minerais atuam como uma barreira física, refletindo e dispersando a radiação solar. Quando combinados com os óxidos de ferro, essa barreira se torna ainda mais robusta, oferecendo uma proteção superior contra a luz visível. O óxido de ferro absorve e dispersa a luz visível, impedindo que ela penetre na pele e ative os mecanismos de produção de melanina.
Essa dupla ação – absorção dos raios UV pelos filtros e bloqueio da luz visível pelos pigmentos – torna os protetores solares com cor particularmente indicados para a prevenção e manejo de condições de hiperpigmentação, como o melasma.
O Papel dos Pigmentos Minerais na Prevenção do Melasma
O melasma é uma dermatose comum, caracterizada pelo surgimento de manchas escuras na pele, principalmente no rosto. Sua causa é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, hormonais e, em grande parte, a exposição à radiação solar e à luz visível. A pigmentação é desencadeada pela hiperatividade dos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina.
Um estudo publicado no International Journal of Dermatology mostrou que a luz visível é capaz de induzir a produção de melanina de forma direta e prolongada, sugerindo que a proteção contra essa radiação é um componente essencial na rotina de tratamento e prevenção do melasma (PMID: 31267522).

Os protetores solares com cor, ao conterem pigmentos de óxido de ferro, criam uma barreira física que bloqueia eficazmente a luz visível. Essa ação protetora é vital para pessoas com melasma, pois ajuda a prevenir o agravamento das manchas e a recorrência do problema.
Além disso, a cobertura cosmética oferecida pelos protetores com cor permite uniformizar o tom da pele, camuflando instantaneamente as manchas de melasma. Essa dupla função – protetora e estética – faz com que o produto seja uma escolha popular e eficaz para quem convive com essa condição.
Tipos de Protetor Solar com Cor: Escolhendo o Produto Ideal
A escolha do protetor solar com cor ideal deve levar em conta o tipo de pele, o fototipo, a necessidade de cobertura e a tecnologia da formulação. A seguir, uma tabela comparativa para ajudar na tomada de decisão:
Característica
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Protetor Solar com Cor (Com pigmentos)
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Protetor Solar sem Cor (Transparente)
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Proteção UV
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Alta, devido aos filtros minerais e/ou químicos.
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Alta, dependendo do FPS e PPD.
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Proteção Luz Visível
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Alta, devido aos pigmentos de óxido de ferro.
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Baixa ou nula, a menos que a fórmula contenha ingredientes específicos.
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Melasma
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Altamente recomendado para prevenção e auxílio no tratamento.
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Recomendado, mas a proteção adicional contra a luz visível é fundamental.
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Acabamento
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Com cobertura de maquiagem, uniformiza o tom da pele.
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Transparente, ideal para quem não quer cobertura.
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Tecnologia
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Combina filtros UV com pigmentos minerais.
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Focada apenas nos filtros UV.
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Perguntas e Respostas Frequentes sobre Protetor Solar com Cor
1. Protetor solar com cor substitui a maquiagem?
Sim, em muitos casos, o protetor solar com cor pode substituir a base de maquiagem. Ele oferece uma cobertura leve a média, uniformizando o tom da pele, disfarçando imperfeições e manchas, além de fornecer a proteção solar essencial.
2. Qual a quantidade ideal de protetor solar com cor para o rosto?
A regra geral de aplicação é a mesma para todos os protetores solares. É necessário aplicar uma quantidade generosa e uniforme para garantir a proteção total. Para o rosto, a quantidade equivalente a um dedo ou uma colher de chá é a recomendação padrão. É importante reaplicar o produto a cada duas horas, ou após suor intenso, mergulhos ou secagem com toalha.
3. Protetor solar com cor causa acne?
Não necessariamente. A formulação do produto é o fator principal. Protetores solares com cor de alta qualidade são desenvolvidos com formulações não comedogênicas e oil-free, que não obstruem os poros e, portanto, não causam ou agravam a acne. É fundamental escolher um produto adequado para o seu tipo de pele.
4. O FPS do protetor solar com cor é o mesmo de um protetor transparente?
Sim, a cor não interfere no FPS (Fator de Proteção Solar). A eficácia da proteção contra os raios UVB é determinada pela concentração e tipo de filtros solares na fórmula, e não pela presença de pigmentos.
5. Protetor solar com cor é indicado para todos os tipos de pele?
Sim, existem formulações de protetor solar com cor para todos os tipos de pele, desde as oleosas e acneicas até as secas e sensíveis. A escolha do produto correto, com acabamento adequado (matte, aveludado, luminoso), é essencial para garantir conforto e eficácia.
6. Qual o melhor protetor solar com cor?
O melhor protetor solar com cor é aquele que oferece proteção solar de amplo espectro (UVA, UVB, luz azul e luz visível), aliado a pigmentos minerais que ajudam a bloquear a radiação visível e uniformizam o tom da pele.
👉 A Ada Tina possui uma linha completa de protetores solares com cor, desenvolvidos especialmente para a pele brasileira, que combinam alta proteção, cobertura cosmética e ativos dermatológicos:
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Biosole BB Cream FPS 60 – Protetor solar com cor anti-manchas, alta cobertura e 12 horas de proteção. Disfarça imperfeições, combate manchas e oferece 155% mais proteção contra luz azul e visível. Disponível em 4 cores.
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Bio.Identique FPS 75 – Textura extra fluida com 4 tipos de pigmentos, ideal para cobrir manchas e melasma. Pode ser usado até como corretivo. Rico em DIFENDIOX®, antioxidante das olivas, com acabamento aveludado. Disponível em 4 cores.
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Biosole E Plus Ultra Vitamin Stick FPS 99 – Protetor solar em formato stick com cor, de 15 horas de duração, muito resistente à água e suor. Alta cobertura contra imperfeições, acabamento matte e baixa transferência. Disponível em 6 cores.
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Biosole Fluid Sun Color Defense FPS 98 – Fluido com cor e proteção extrema FPS 98, combate raios UVA/UVB e a luz azul de telas e iluminação artificial. Ajuda a prevenir manchas, rugas e envelhecimento precoce. Disponível em 2 cores.
Esses protetores com cor unem ciência, cobertura cosmética e alta fotoproteção, sendo opções ideais para quem busca prevenir e tratar manchas como o melasma enquanto mantém a pele protegida e uniforme.
Efeitos da Radiação UV e Estratégias de Prevenção em Climas Tropicais
Em um país como o Brasil, onde a incidência de radiação UV é alta ao longo de todo o ano, a fotoproteção é uma medida de saúde pública. A exposição crônica ao sol contribui para uma série de danos acumulativos na pele, incluindo:
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Fotoenvelhecimento: Caracterizado por rugas, flacidez, manchas e perda de elasticidade.
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Hiperpigmentação: Como sardas e melasma.
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Câncer de pele: Os raios UV são os principais agentes causadores de câncer de pele, o tipo mais comum de câncer no Brasil.
Para combater esses efeitos, uma abordagem multifacetada é necessária. Além do uso diário de protetor solar, recomenda-se:
- Evitar a exposição solar direta em horários de pico (entre 10h e 16h).
- Usar roupas com proteção UV, chapéus de abas largas e óculos de sol.
- Reaplicar o protetor solar frequentemente, especialmente em atividades ao ar livre.
( [Imagem: Diagrama ilustrando os danos causados pela radiação UV e as diferentes formas de prevenção] )
A Opinião do Especialista: Dr. Maurizio Pupo
"Os protetores com cor são os preferidos pelas pessoas que sofrem com o melasma. Primeiro por que ajudam a bloquear a luz azul e luz visível que estão envolvidos no agravamento do melasma por estimularem a produção de melanina e segundo por que disfarçam as manchas instantaneamente. Qualquer que seja o motivo que faz você preferir um protetor solar com cor é importante lembrar que as regras de uso permanecem as mesmas de todos os outros protetores solares da ADA TINA, ou seja, é necessário aplicar no rosto a quantidade equivalente a um dedo para se obter a proteção máxima."
Conclusão e Chamada para Ação
O protetor solar com cor é mais do que um cosmético: é uma ferramenta de fotoproteção avançada, essencial para a saúde da pele, especialmente no contexto brasileiro. Ao combinar a proteção tradicional contra os raios UVA e UVB com a proteção adicional contra a luz visível, ele se torna um aliado poderoso na prevenção de condições como o melasma e no combate aos sinais do fotoenvelhecimento.
A ciência por trás de sua eficácia é sólida e comprova que a inclusão de pigmentos minerais é fundamental para uma proteção de amplo espectro. Para quem busca uma rotina de cuidados mais eficiente e completa, o protetor solar com cor representa a união perfeita entre ciência, saúde e beleza.
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Referências Científicas
Proteção contra Luz Visível: NCBI - Estudo sobre a indução de pigmentação por luz visível em fototipos altos.
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29974407/
Mecanismos do Melasma: PubMed - Análise sobre o papel da luz visível na patogênese do melasma.
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31267522/
Protetor Solar e Pigmentos: NCBI - Revisão sobre o papel dos pigmentos de óxido de ferro na fotoproteção.
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25542718/
Efeitos da Radiação Infravermelha: PubMed - Estudo sobre o papel do infravermelho no envelhecimento da pele.
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26629931/
Fotoproteção de Amplo Espectro: PubMed - Revisão sobre a importância da proteção UVA-1 longo.
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22469600/
Informações Complementares
A busca pela proteção solar ideal em climas tropicais como o do Brasil exige tecnologias que vão além do básico. A fotoproteção se beneficia de inovações que aumentam a durabilidade e a eficácia dos filtros solares, garantindo que a pele permaneça protegida por mais tempo. Um exemplo é a tecnologia que confere fotoestabilidade, como a SOLENT 12H, que assegura a proteção contra os raios UVA e UVB por até 12 horas. Isso é especialmente relevante para a rotina diária, pois otimiza a quantidade aplicada, tornando o uso mais econômico – a aplicação de uma quantidade equivalente a um dedo no rosto é suficiente para obter a proteção máxima.
Adicionalmente, a proteção contra outras formas de radiação, como a UVA-1 longo e a radiação infravermelha, é um diferencial em regiões de alta insolação. Esses comprimentos de onda penetram profundamente na pele e podem causar danos sinérgicos ao DNA, contribuindo para o envelhecimento e o surgimento de manchas. A inclusão de antioxidantes potentes nas formulações também é crucial para neutralizar os radicais livres gerados pela exposição solar e por dispositivos eletrônicos, incluindo a luz azul/visível.
Compostos como o DIFENDIOX, um complexo antioxidante italiano com polifenóis como o hidroxitirosol e a oleuropeina, têm sido estudados pela Universidade de Pisa por sua capacidade de combater esses danos e proteger a pele do envelhecimento e da hiperpigmentação. Para indivíduos com pele sensível ou que estão em períodos específicos, como a gestação, a segurança das fórmulas, que são livres de filtros químicos controversos (como Octocrileno e Oxibenzona), é uma consideração fundamental.
Autor: Texto baseado em conhecimentos do Dr. Maurizio Pupo, Farmacêutico (CRF 13.328), Professor de Cosmetologia e Dermocosméticos, autor de vários livros e diretor de Pesquisa e Desenvolvimento.