Como escolher o protetor solar ideal para uso diário de acordo com o FPS
A rotina de cuidados com a pele costuma esbarrar em um desafio diário logo nas primeiras horas da manhã: a escolha e a aplicação do protetor solar. Diante de repletas opções, com números que variam do 30 ao 99, texturas diversas e promessas variadas, é perfeitamente compreensível que a decisão se torne confusa. Muitas pessoas vivenciam o ciclo frustrante de investir em um produto que acaba deixando a pele excessivamente brilhante, com aspecto pegajoso ou, pior, que não oferece a segurança necessária contra o surgimento de novas manchas e linhas finas.
A proteção solar é o pilar mais importante para um envelhecimento saudável. Mais do que uma etapa de skincare, trata-se de um escudo vital contra danos celulares silenciosos que se acumulam ano após ano. Mas, afinal, o que esses números realmente significam na prática? Como é explicado a interação da radiação com o tecido cutâneo e, mais importante, como selecionar o Fator de Proteção Solar (FPS) ideal para a necessidade específica de cada tipo de pele?
O que realmente significa o Fator de Proteção Solar (FPS)?
A sigla FPS significa Fator de Proteção Solar. Em termos científicos, o FPS é uma medida laboratorial que indica a eficácia de um produto em proteger a pele especificamente contra a radiação UVB (a principal responsável pelas queimaduras solares, vermelhidão e aumento do risco de alterações celulares graves a longo prazo).
A teoria clássica sugere que o FPS atua como um multiplicador de tempo. Se uma pele desprotegida leva 10 minutos para começar a apresentar vermelhidão sob o sol, a aplicação correta de um FPS 30, em tese, multiplicaria esse tempo por 30 (ou seja, 300 minutos de proteção). No entanto, a dermatologia adverte que essa matemática linear não se sustenta no mundo real.
Fatores externos como a transpiração, o atrito com as mãos, a poluição e, principalmente, a quantidade de produto aplicada afetam diretamente esse desempenho. A imensa maioria das pessoas aplica apenas cerca de um terço da quantidade correta, o que reduz drasticamente a eficácia do protetor. Portanto, um FPS mais alto atua como uma margem de segurança fundamental para garantir que a pele receba uma blindagem adequada, mesmo diante das falhas cotidianas de aplicação.
A diferença fundamental entre UVA e UVB
Para que uma escolha seja assertiva, é crucial entender que a luz solar que atinge a derme e a epiderme é composta por diferentes comprimentos de onda:
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Raios UVB: São mais intensos entre as 10h e as 16h. Penetram superficialmente na pele, sendo os grandes causadores das queimaduras solares. O número do FPS refere-se diretamente a eles.
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Raios UVA: Estão presentes com a mesma intensidade do nascer ao pôr do sol, e atravessam vidros de janelas e nuvens. Eles penetram profundamente na derme, destruindo as fibras de colágeno e elastina. São os principais causadores do fotoenvelhecimento (rugas, flacidez) e dos distúrbios de pigmentação, como o melasma. A proteção contra os raios UVA é medida pelo índice PPD (Persistent Pigment Darkening), que deve ser, por exigência regulatória, de pelo menos um terço do valor do FPS.
Por que o uso diário é inegociável?
Um dos maiores mitos da rotina de cuidados é a ideia de que o protetor solar só é necessário em dias de sol intenso ou durante a exposição direta, como em praias e piscinas. O envelhecimento cutâneo e o surgimento de hiperpigmentações ocorrem majoritariamente devido à exposição crônica e indireta.
Caminhar até o carro, sentar-se próximo a uma janela no escritório ou dirigir são atividades que expõem o rosto a altas doses de radiação UVA. Além disso, a ciência tem demonstrado grande preocupação com a luz visível (a luz que enxergamos, emitida por lâmpadas artificiais, telas de computadores e celulares). A exposição constante à luz visível demonstrou ser um gatilho potente para a hiperatividade dos melanócitos (células que produzem o pigmento da pele), agravando quadros de melasma e manchas escuras, especialmente em peles ricas em melanina (fototipos mais altos).
Portanto, a proteção diária cria uma barreira contínua que impede a inflamação, neutraliza os radicais livres induzidos pela radiação e estabiliza a função barreira do tecido cutâneo.
Como escolher o FPS ideal para sua rotina e tipo de pele
A escolha do protetor solar não se baseia apenas no número estampado na embalagem, mas na compreensão do próprio fototipo (coloração da pele e como ela reage ao sol), das condições clínicas e do estilo de vida.
Peles Sensíveis
Peles que ficam vermelhas com extrema facilidade e raramente bronzeiam possuem pouca defesa natural (baixa concentração de melanina).
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O que buscar: Recomenda-se o uso de FPS muito alto (FPS 60, 80 ou superior). Além da alta barreira contra a radiação, fórmulas enriquecidas com ativos calmantes e hidratantes evitam a irritação e o ressecamento causados pelo calor e pela exposição contínua.
Peles Oleosas
A queixa número um de quem abandona o uso diário é o aumento da oleosidade e o surgimento de acne. O desafio é encontrar proteção robusta sem peso residual.
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O que buscar: FPS alto (FPS 50 ou superior), porém com texturas fluidas e toque seco. A fórmula deve ser não comedogênica, livre de óleos minerais, permitindo que os poros respirem enquanto absorvem o excesso de sebo produzido ao longo do dia.
Peles com Melasma
O melasma é uma condição crônica, e a menor exposição térmica ou luminosa pode reativar as manchas.
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O que buscar: FPS altíssimo (acima de FPS 60 ou mais) aliado à proteção física contra a luz visível. O uso de dermocosméticos com pigmentos (cor) é recomendado nesses casos, pois os ativos presentes nas fórmulas com cor criam um escudo físico inultrapassável para a luz visível, bloqueando o gatilho da hiperpigmentação.
Peles Maduras
Com o passar dos anos, a pele perde água mais facilmente e sofre com a degradação de colágeno provocada por exposições solares passadas.
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O que buscar: Protetores com FPS elevado que integrem ativos de tratamento anti-idade, como antioxidantes poderosos (ex.: Vitamina C). Esses ingredientes neutralizam os radicais livres e atuam em sinergia com os filtros solares, criando um tratamento diário duplo: previnem danos futuros e tratam os sinais do passado.
A revolução na fotoproteção: Estabilidade e a Tecnologia Solent® 12HS
Após compreendermos a teoria por trás do FPS e das necessidades de cada pele, surge a questão mais crítica da prática dermatológica: a perda de eficácia ao longo do dia.
A imensa maioria dos filtros solares do mercado é fotossensível. Isso significa que eles se degradam e perdem sua capacidade protetora assim que entram em contato com a radiação solar. É por esse motivo que a recomendação padrão é a reaplicação do produto a cada duas horas. Contudo, reaplicar o protetor sobre a maquiagem no meio de uma rotina de trabalho é impraticável para a maioria das pessoas, deixando a pele vulnerável pela maior parte do dia.
Para resolver este que é o maior obstáculo à adesão do tratamento dermatológico, a Ada Tina Italy desenvolveu a tecnologia Solent® 12HS. Presente em todos os protetores solares da marca, essa inovação confere estabilidade absoluta aos filtros. Os ingredientes são estruturados para não se degradarem sob a luz, garantindo 12 horas ininterruptas de máxima proteção contra raios UVA, UVB e radicais livres. Isso elimina a obrigatoriedade das reaplicações constantes em condições de uso urbano e diário (sem contato com água ou suor extremo), entregando conforto, praticidade e segurança científica atestada.
Biosole Oxy FPS 50
Ideal para quem vive em grandes centros urbanos, este protetor atua combatendo o "estresse oxidativo", responsável por deixar a pele opaca, cansada e com sinais de envelhecimento precoce. Ele atua bloqueando não apenas os raios UV, mas também a poluição e o ozônio que se depositam na face diariamente, garantindo um tratamento clareador e iluminador contínuo.
Biosole BB Cream FPS 60
Para peles com propensão a manchas ou pacientes em tratamento de melasma, a cobertura é essencial. Este produto oferece a proteção altíssima dos filtros químicos aliados ao bloqueio físico da cor, que impede a penetração da luz visível e da luz azul das telas. Ele uniformiza o tom instantaneamente, disfarçando imperfeições e substituindo o uso da base tradicional, com a vantagem de não derreter ao longo do dia.
Sunsec Solar Acqua Fluid FPS 80
Desenvolvido para peles brasileiras que sofrem com excesso de oleosidade e brilho, este dermocosmético apresenta uma textura incrivelmente fluida e de rápida absorção. Ele entrega um fator de proteção extremo, algo raro em produtos para peles oleosas, mantendo o toque seco, o controle do brilho e a ausência de resíduos brancos (whitecast), respeitando a fisiologia da pele acneica.
Normalize Solar Hydra Comfort FPS 90
Indicado para peles sensíveis, ressecadas ou maduras, que sofrem com o craquelamento ao longo do dia. Com um altíssimo índice de proteção e ativos que reparam a barreira cutânea, ele entrega hidratação prolongada e um toque aveludado, prevenindo a perda de água transepidérmica e proporcionando extremo conforto, mesmo nos ambientes mais secos.
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Característica |
Protetores Solares Comuns |
Protetores Solares ADA TINA |
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Duração da Proteção |
Degradação rápida (exige reaplicação a cada 2 horas) |
12 horas contínuas de proteção fotoestável garantida |
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Praticidade Diária |
Necessita interromper a rotina para reaplicar |
Uma única aplicação pela manhã |
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Proteção UVA (PPD) |
Atende ao mínimo exigido por lei |
Índices de PPD elevados, máxima prevenção antissinais |
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Tratamento Integrado |
Apenas bloqueio de raios, fórmulas básicas |
Ação clareadora, antioxidante e anti-idade incorporada |
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Sensorial e Textura |
Frequente sensação pegajosa ou esbranquiçada |
Texturas ultra adaptadas para cada tipo de pele |
Referências Científicas
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Mahmoud B. H, et al. (2010). Impact of long-wavelength UVA and visible light on melanocompetent skin. The Journal of Investigative Dermatology. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20410914/
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Gabros, S., et al. (2025). Sunscreens and photoprotection. StatPearls Publishing. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30725849/
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Battie, C., et al. (2014). New insights in photoaging, UVA induced damage and skin types. Experimental Dermatology. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25234829/
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Gromkowska-Kepka, K. J., et al. (2021). The impact of ultraviolet radiation on skin photoaging. Journal of Cosmetic Dermatology. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8597149/
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Chen L, et al. (2012). The role of antioxidants in photoprotection: A critical review. Journal of the American Academy of Dermatology. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22406231/
Para entender a ciência por trás dos dermocosméticos mais eficazes conheça nossas pós-graduações: http://www.ipupo.com.br
Texto por: Dr. Maurizio Pupo, farmacêutico pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, especialista em cosmetologia, Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Ada Tina e e CEO do IPUPO Pós-Graduação. CRF-SP: 13.328.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Qual a diferença entre FPS 30, 50 e 90?
O número indica o tempo relativo de proteção e a quantidade de radiação UVB filtrada. O FPS 30 filtra cerca de 97% dos raios, enquanto o FPS 90 filtra quase 99%. A grande diferença na prática clínica é a margem de segurança: o FPS 90 garante uma barreira muito mais robusta contra falhas na quantidade aplicada, suor e atrito, sendo ideal para peles com manchas e fotossensíveis.
2. Preciso usar protetor solar em dias nublados ou chuvosos?
Sim. As nuvens filtram apenas uma pequena parcela da radiação UVB, mas cerca de 80% dos raios UVA (responsáveis pelo envelhecimento, melasma e câncer de pele) atravessam o tempo nublado com facilidade. A proteção deve ser diária e ininterrupta.
3. A luz do celular e do computador mancha a pele?
Sim, a luz visível (ou luz azul) emitida por telas e lâmpadas de LED penetra profundamente na pele e estimula ativamente a produção de melanina, agravando manchas e o melasma crônico. A melhor forma de bloqueá-la é utilizando protetores solares com cor.
4. Qual a quantidade correta de protetor solar para o rosto?
Os protetores solares da Ada tina, contendo exclusiva Tecnologia Solent® 12HS, necessitam de apenas um dedo de produto para completa eficácia.
5. Protetor solar com cor protege mais?
Sim. Além de conter os filtros químicos que absorvem a radiação UV, os protetores com cor possuem pigmentos que funcionam como uma parede física impenetrável. Essa barreira extra bloqueia a luz visível e a luz azul, sendo indispensável para quem sofre de melasma.
6. Posso usar o mesmo protetor do corpo no rosto?
Não é o ideal. A pele do rosto é mais fina, sensível e possui uma densidade muito maior de glândulas sebáceas. Protetores corporais costumam ser mais densos e oleosos, podendo obstruir os poros, causar acne e deixar um aspecto estético indesejado na face.



