FPS, PPD, UVA e luz visível: guia simples para entender rótulos de protetor solar
Diante das prateleiras de uma farmácia ou ao navegar por uma loja virtual de dermocosméticos, as pessoas frequentemente se deparam com uma verdadeira "sopa de letrinhas". Rótulos que exibem siglas como FPS, PPD, amplo espectro e proteção contra luz visível podem transformar a simples tarefa de escolher um protetor solar em um desafio confuso.
O uso do protetor solar não é apenas uma questão estética, mas uma recomendação vital de saúde pública. A radiação solar é a principal responsável pelo envelhecimento precoce, pelo surgimento de manchas severas, como o melasma, e pelo desenvolvimento do câncer de pele. Escolher o produto inadequado por não entender o rótulo pode deixar a pele vulnerável a ameaças que agem nas camadas mais profundas da derme.
Antes de decifrar as siglas, é fundamental entender o que exatamente estamos tentando bloquear. A luz do sol que atinge a Terra é composta por diferentes tipos de radiação, categorizadas de acordo com o comprimento de onda. Cada um desses comprimentos de onda penetra na pele de uma maneira específica, causando diferentes tipos de danos biológicos.
A radiação ultravioleta (UV) é invisível a olho nu, mas seus efeitos são profundamente sentidos pelas células cutâneas. Ela se divide principalmente em raios UVA e UVB. Além da radiação UV, existe a porção da luz que conseguimos enxergar, conhecida como luz visível, que também desempenha um papel crítico.
O que significa FPS no protetor solar?
A sigla FPS significa Fator de Proteção Solar. Este é, sem dúvida, o número mais famoso e procurado nos rótulos, mas muitas vezes é mal compreendido. O FPS mede exclusivamente a capacidade do protetor solar de bloquear os raios UVB.
Os raios UVB têm um comprimento de onda mais curto (entre 290 e 320 nanômetros) e atingem a camada mais superficial da pele, a epiderme. Eles são os grandes responsáveis pelas queimaduras solares ardentes e, a longo prazo, pelas mutações no DNA celular que podem levar ao câncer de pele. A radiação UVB é mais intensa durante o verão e nos horários de pico do sol, entre 10h e 16h.
Como o FPS funciona na prática?
O número do FPS indica uma relação de tempo e proteção contra o eritema (vermelhidão). De forma simplificada, se a pele desprotegida de uma pessoa leva 10 minutos para começar a ficar vermelha sob o sol, ao aplicar um protetor com FPS 30, ela estaria protegida por um tempo 30 vezes maior (300 minutos), assumindo que o produto seja aplicado na quantidade ideal recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e não sofra degradação.
Contudo, é um erro comum focar apenas no número do FPS, acreditando que um índice alto oferece um "escudo total". Um protetor com FPS 100 não protege o dobro que um FPS 50. Enquanto o FPS 30 bloqueia cerca de 96,7% dos raios UVB, um FPS 50 bloqueia aproximadamente 98%, e um FPS 100 bloqueia 99%. A verdadeira diferença está na segurança da cobertura quando o paciente aplica uma quantidade menor que a ideal, o que ocorre na grande maioria dos casos.
O que é PPD e qual a relação com os raios UVA?
Se o FPS cuida das queimaduras, quem cuida do envelhecimento e das manchas crônicas? A resposta está na sigla PPD, que significa Persistent Pigment Darkening (Escurecimento Persistente do Pigmento). O PPD é o índice que mede a proteção da pele contra os raios UVA.
Diferente dos raios UVB, os raios UVA têm um comprimento de onda mais longo (entre 320 e 400 nanômetros). Isso permite que eles penetrem muito mais profundamente na pele, atravessando a epiderme e atingindo a derme. Eles não causam queimaduras vermelhas e dolorosas, e por isso são considerados uma "ameaça silenciosa".
A radiação UVA está presente com a mesma intensidade desde o nascer até o pôr do sol, independentemente da estação do ano. Mais alarmante ainda: os raios UVA atravessam nuvens densas e vidros de janelas.
Ao penetrar na derme, os raios UVA geram radicais livres em grande quantidade, causando a degradação acelerada das fibras de colágeno e elastina. O resultado? Fotoenvelhecimento severo, rugas profundas, flacidez e o surgimento ou agravamento de manchas escuras persistentes, como o melasma.
Como interpretar o PPD no rótulo?
Enquanto o FPS é sempre um número grande e em destaque, o PPD muitas vezes aparece de forma mais discreta. Para que um protetor solar seja considerado de "Amplo Espectro", a legislação internacional (e a Anvisa, no Brasil) exige que a proteção UVA (o PPD) seja de, no mínimo, um terço (1/3) do valor do FPS. Ou seja, se o protetor tem FPS 60, o seu PPD deve ser no mínimo 20.
Muitas vezes, a proteção UVA é indicada no rótulo através do símbolo "UVA" dentro de um círculo, ou pelo sistema de cruzes (PA+, PA++, PA+++, PA++++). Quanto mais cruzes, maior o nível de proteção contra o envelhecimento e as manchas.
Luz visível: O inimigo moderno das manchas e melasma
Um dos temas mais discutidos atualmente é o impacto da luz visível. Como o nome sugere, é toda a radiação que o olho humano consegue captar em forma de cores (comprimentos de onda de 400 a 700 nanômetros).
A maior fonte de luz visível a que somos expostos diariamente é, sem dúvida, o próprio sol. No entanto, uma parte significativa dessa radiação (especialmente a luz azul) também é emitida artificialmente pelas telas de computadores, tablets, celulares e lâmpadas de LED brancas.
O impacto clínico da luz visível na pele
Por muito tempo, acreditou-se que apenas os raios UV prejudicavam a pele. Hoje, estudos consolidados comprovam que a luz visível tem a capacidade de estimular diretamente os melanócitos (as células produtoras de pigmento). Para pacientes que sofrem com hiperpigmentação e melasma, a exposição constante à luz visível, mesmo em ambientes fechados (como um escritório iluminado em frente ao computador), é suficiente para escurecer as manchas e dificultar o sucesso dos tratamentos clareadores. Além disso, ela também induz a formação de radicais livres, contribuindo para o envelhecimento global da face.
Para proteger a pele dessa radiação específica, o protetor solar precisa conter tecnologias que criem uma verdadeira barreira física ou ativos antioxidantes altamente sofisticados que neutralizem o estresse oxidativo causado pela luz azul.
Como escolher o protetor solar ideal com proteção completa?
O protetor solar ideal precisa ter um escudo multifuncional: que bloqueie os raios UVB (prevenindo o câncer), neutralize os raios UVA (combatendo o envelhecimento), e blinde a pele contra a luz visível (evitando o melasma).
Uma das maiores queixas é a obrigatoriedade de reaplicar o protetor solar comum a cada duas horas. Essa necessidade existe porque a maioria dos filtros solares do mercado possui moléculas instáveis, que se quebram e perdem o efeito ao receber a radiação solar. Entendendo essa dor e o risco que ela representa para a eficácia do tratamento de manchas, a Ada Tina desenvolveu a exclusiva Tecnologia Solent 12HS.
A Tecnologia Solent 12HS representa um marco na formulação de protetores solares. Trata-se de uma combinação rigorosa de filtros solares altamente fotoestáveis. Isso significa que a molécula não se degrada com a luz do sol. O resultado é uma proteção contínua de 12 horas, dispensando a necessidade de reaplicações constantes ao longo de um dia rotineiro de trabalho ou estudo (exceto em casos de transpiração excessiva, contato com água ou atrito físico intenso). Com 12 horas de estabilidade, o paciente tem a garantia de que o PPD e o FPS declarados no rótulo permanecerão ativos e blindando a pele do amanhecer ao entardecer.
O poder do Biosole Oxy FPS 85
Para atender à necessidade absoluta de proteção contra todas as formas de radiação ambiental, o Biosole Oxy FPS 85 foi formulado. Este não é apenas um protetor solar com alto índice de proteção contra queimaduras (FPS 85) e envelhecimento (elevado PPD), mas um verdadeiro tratamento antioxidante e anti-calor.
Ele atua combatendo os danos não apenas da radiação UV, mas também da poluição ambiental, do gás ozônio e da luz visível. Sua formulação incorpora um potente ativo de ação inteligente, que atua sinergicamente na pele para neutralizar radicais livres em tempo real.
Ao utilizar o Biosole Oxy FPS 85 equipado com a Tecnologia Solent 12HS, o paciente que sofre com melasma severo ou envelhecimento avançado encontra uma barreira de proteção integral que devolve a luminosidade da pele, sem a textura pesada e esbranquiçada comum em filtros de alto índice.
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Benefício Analisado |
Protetores Solares Comuns |
Biosole Oxy FPS 85 |
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Duração da Fotoproteção |
Degradação rápida, exige reaplicação a cada 2h |
12 horas de fotoestabilidade contínua |
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Proteção UVA (PPD) |
Baixa ou no limite mínimo exigido (1/3 do FPS) |
Altíssima proteção contra o fotoenvelhecimento |
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Barreira contra Luz Visível e Telas |
Rara, geralmente limitada a filtros com cor pesada |
Ação comprovada que previne o agravamento do melasma |
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Ação Antioxidante |
Básica ou inexistente |
Proteção antioxidante e anti-calor |
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Risco de Manchas e Melasma |
Alto, se houver esquecimento da reaplicação diária |
Minimizado, graças à proteção prolongada de amplo espectro |
Referências Científicas
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Mahmoud B. H, et al. (2010). Impact of long-wavelength UVA and visible light on melanocompetent skin. The Journal of Investigative Dermatology. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20410914/
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Gabros, S., et al. (2025). Sunscreens and photoprotection. StatPearls Publishing. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30725849/
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Battie, C., et al. (2014). New insights in photoaging, UVA induced damage and skin types. Experimental Dermatology. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25234829/
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Gromkowska-Kepka, K. J., et al. (2021). The impact of ultraviolet radiation on skin photoaging. Journal of Cosmetic Dermatology. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8597149/
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Chen L, et al. (2012). The role of antioxidants in photoprotection: A critical review. Journal of the American Academy of Dermatology. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22406231/
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Texto por: Dr. Maurizio Pupo, farmacêutico pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, especialista em cosmetologia, Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Ada Tina e e CEO do IPUPO Pós-Graduação. CRF-SP: 13.328.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. O que é mais importante em um rótulo: FPS ou PPD?
Ambos são vitais. O FPS protege contra queimaduras solares (UVB) e o PPD protege contra o envelhecimento profundo e manchas crônicas como o melasma (UVA). O ideal é buscar sempre um produto que ofereça alto índice em ambos os parâmetros.
2. Protetor solar com FPS alto dispensa re-aplicação?
Em filtros comuns, não. Um FPS 100 comum perde sua estabilidade no sol e exige reaplicação a cada 2 horas. No entanto, protetores formulados com a Tecnologia Solent 12HS da Ada Tina garantem 12 horas de proteção fotoestável, eliminando a necessidade de reaplicações frequentes na rotina diária urbana.
3. A luz do celular e do computador pode manchar a pele?
Sim. A luz visível (especialmente a luz azul) emitida pelas telas eletrônicas tem potencial para ativar os melanócitos e estimular a produção de pigmento, agravando quadros de melasma mesmo dentro de casa.
4. O que significa "amplo espectro" no rótulo?
Significa que o protetor solar foi testado e comprovado em sua eficácia para proteger a pele simultaneamente contra os raios UVB e os raios UVA, cumprindo as exigências legislativas de saúde.
5. Qual a diferença fundamental entre raios UVA e UVB?
O raio UVB atinge as camadas superficiais e causa queimadura e vermelhidão. O raio UVA penetra nas camadas profundas (derme), destrói o colágeno, não causa dor e é o principal responsável por rugas e manchas persistentes.
6. Como saber se o protetor protege contra luz visível?
Verifique no rótulo se há menção expressa de "proteção contra luz visível" ou "luz azul", além da presença de ativos antioxidantes de alta performance ou óxidos de ferro em versões com cor, que blindam a pele contra essa radiação específica.
