Melasma e Sol: O guia definitivo para proteger sua pele
A chegada dos dias ensolarados costuma trazer uma mistura de alegria e apreensão para quem convive com o melasma. A pergunta que ecoa nos consultórios e nas buscas do Google é inevitável: afinal, quem tem melasma pode tomar sol? Existe uma forma segura de aproveitar o verão sem perder todo o progresso conquistado no tratamento?
A relação entre melasma e sol é complexa, biológica e, muitas vezes, implacável. Neste artigo educativo, vamos desvendar a ciência por trás da pigmentação, explicar por que a radiação UV é um dos maiores gatilhos para as manchas de melasma e apresentar estratégias dermatológicas avançadas para proteger sua pele. Se você busca saber como cuidar do melasma de forma definitiva e segura no verão, continue lendo!
O Sol é o Grande Vilão?
Para entender se você pode ou não se expor ao sol, é preciso primeiro compreender o que causa o melasma em nível celular. O melasma é uma condição crônica caracterizada pela hiperatividade dos melanócitos (células que produzem a melanina). Em uma pele com melasma, essas células comportam-se como "fábricas de pigmento" que trabalham em ritmo acelerado e desordenado.
Embora existam fatores hormonais (como gravidez e uso de anticoncepcionais) e uma forte predisposição genética, o "combustível" que mantém essa fábrica operando é a radiação solar.
A exposição acumulada ao longo dos anos gerou um dano no DNA celular que a pele registrou. Quando falamos de melasma e sol, não estamos falando apenas da queimadura de ontem, mas de um histórico de radiação ao longo do tempo. Ao receber novos raios UV, o melanócito "lembra" desse dano e reage produzindo manchas de melasma no rosto como um mecanismo de defesa desesperado para proteger o núcleo da célula.
Quem tem melasma pode tomar sol?
A resposta honesta e científica é: a exposição solar direta e intencional é altamente contraindicada para quem possui melasma na pele.
O bronzeamento é, por definição, uma resposta de defesa da pele contra uma agressão. Para quem tem melasma, não existe "bronzeado saudável". Qualquer estímulo de pigmentação na pele do corpo pode desencadear o escurecimento das manchas no rosto.
No entanto, isso não significa que você deva viver em uma caverna. É possível ter vida social, ir à praia ou piscina, desde que a exposição solar seja incidental e extremamente gerenciada. O segredo não é se esconder, mas sim blindar a pele com tecnologias que impeçam a radiação de estimular seus melanócitos.
O Perigo Oculto: Luz Visível e Calor
O problema do verão não se resume aos raios UV. Estudos recentes mostram que a Luz Visível (aquela que enxergamos e que está presente intensamente na luz solar) é um dos principais hábitos que pioram manchas, principalmente em peles morenas e negras. Ela penetra profundamente na pele e estimula uma pigmentação mais escura e persistente do que o próprio UV.
Além disso, o calor (radiação infravermelha) gera vasodilatação e inflamação. Uma pele quente é uma pele inflamada, e inflamação gera pigmento. Portanto, o tratamento do melasma no verão exige proteção contra três frentes: UVA/UVB, Luz Visível e Calor.
O Conceito PPP: A Estratégia para o Controle Real
Diante de tantos desafios, muitos pacientes desistem, achando que o tratamento de manchas de melasma não funciona. O erro, quase sempre, está na falta de método. Na Ada Tina, defendemos o conceito PPP como a única via para resultados consistentes:
P - Produto Correto
Usar produtos genéricos não trará resultados em uma condição crônica. É necessário utilizar dermocosméticos com ativos clareadores de alta potência (como Ácido Tranexâmico e Niacinamida) e, principalmente, protetores solares com testes de eficácia comprovada, estabilidade e proteção contra luz azul.
P - Protocolo Adequado
A ordem de aplicação e a combinação dos produtos definem a eficácia. Um bom protocolo envolve limpeza suave, tratamento intensivo com séruns e finalização com fotoproteção duradoura. Pular etapas compromete a barreira cutânea e a eficácia do tratamento do melasma.
P - Persistência no Tratamento
O melasma não tem cura definitiva, mas tem controle. A persistência é o "P" mais difícil. É usar o protetor solar mesmo em dias nublados, reaplicar se transpirar muito e manter o uso dos clareadores todas as noites, sem falhar. A constância vence a intensidade.
Tecnologia Solent®: Por que 12 horas de proteção são inegociáveis?
No contexto de melasma e sol, a falha na reaplicação do protetor solar é a causa número 1 do efeito rebote (volta das manchas). Protetores comuns degradam-se em cerca de 2 horas. Se você aplica às 8h da manhã, às 10h sua pele já pode estar desprotegida, recebendo radiação que estimula a mancha.
Para solucionar isso, a Ada Tina desenvolveu a exclusiva Tecnologia Solent®, presente em todos os protetores solares da marca.
Essa tecnologia garante 12 horas de alta proteção solar fotoestável. Graças a uma combinação de filtros de última geração que não se degradam com a luz, você aplica o produto pela manhã e permanece com proteção total ao longo do dia contra UVA, UVB e radicais livres, sem a necessidade de reaplicação constante. Para quem busca saber como cuidar do melasma com segurança, essa tecnologia é um divisor de águas, garantindo que não existam "janelas" de exposição.
Produtos de Alta Performance: O Que Usar?
Para montar um tratamento de manchas de melasma robusto, sugerimos um protocolo focado em clareamento multicorretivo e proteção total.
Passo 1: Fotoproteção e Clareamento
Se sua pele tende à oleosidade, o Biosole Oxy FPS 85 é o protetor ideal. Além da Tecnologia Solent® (12h de proteção), ele contém Vitamina C e Niacinamida, atuando em 15 tipos de manchas. Sua ação antioxidante é vital na relação melasma e sol, pois neutraliza os radicais livres gerados pela radiação antes que eles danifiquem a célula. Além disso, possui ação anti-calor, ajudando a proteger a pele do estresse térmico que agrava o melasma.
Passo 2: Fotoproteção com Textura Fluida
Para peles com manchas muito escuras ou histórico de dificuldade no tratamento, o Biosole TX FPS 80 é a blindagem necessária. Ele é formulado especificamente para peles com manchas profundas, combinando Ácido Tranexâmico e Niacinamida (Tecnologia Difendiox®) com uma incrível textura fluida e toque seco. Além de proteger contra UVA, UVB e Luz Azul, ele trata a mancha enquanto protege, uniformizando o tom da pele dia após dia. É a união perfeita de proteção muito alta com tratamento dermatológico.
Passo 3: Sérum Clareador Profundo
Para atuar na raiz do problema, o Clarivis TX Ultra Clarify é a escolha ideal. Este sérum clareador combina Ácido Tranexâmico, Niacinamida e Alfa-Arbutin com a Tecnologia Melative 22%. Ele é indicado para o melasma resistente, pois o Ácido Tranexâmico inibe os mediadores inflamatórios que são ativados pelo sol. Sua textura leve e alta tolerabilidade permitem o uso diário, fortalecendo a barreira da pele contra novas agressões.
Resultados Reais: A Evolução da Pele
Quando unimos a disciplina (Persistência) com a tecnologia certa (Produto e Protocolo) , a pele responde! A imagem a seguir ilustra a evolução real de uma pele submetida ao protocolo PPP com produtos Ada Tina. Observe a redução significativa do contraste das manchas e a uniformização do tom, resultado de uma proteção solar rigorosa e tratamento contínuo.

Esse antes e depois reforça que, embora o melasma na pele seja crônico, ele pode ser gerenciado a ponto de se tornar quase imperceptível, devolvendo a autoestima.
O Segredo para Conviver com o Sol
Responder à pergunta "quem tem melasma pode tomar sol?" exige responsabilidade. O sol é, sim, o maior adversário do clareamento, mas com conhecimento e tecnologia, é possível conviver com ele.
O segredo não está em se trancar em casa, mas em adotar um estilo de vida de "Proteção Radical". Ao substituir protetores comuns por tecnologias de 12 horas e incorporar ativos como o Ácido Tranexâmico e a Niacinamida na sua rotina, você cria uma barreira biológica e física poderosa.
Não deixe que o melasma e sol ditem as regras do seu verão. Assuma o controle com o método PPP e os produtos Ada Tina, e descubra que uma pele livre de manchas começa com a decisão diária de se proteger com o que há de melhor na ciência dermatológica.
Referências Científicas
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Texto por: Dr. Maurizio Pupo, farmacêutico e especialista em cosmetologia e Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Ada Tina. CRF-SP: 13.328


