Pesquisa ADA TINA Italy + IPUPO revela hábitos de uso do protetor solar

Pesquisa ADA TINA Italy + IPUPO revela hábitos de uso do protetor solar

Recentemente, uma pesquisa conduzida pela ADA TINA Italy em parceria com o IPUPO (Instituto de Pós-Graduação) trouxe à luz um cenário esclarecedor. Com a análise de 273 respondentes, o estudo buscou entender não apenas a frequência de uso, mas os obstáculos reais que impedem uma fotoproteção eficaz e contínua. Os resultados refletem a realidade brasileira, onde o desejo de cuidar da pele esbarra, frequentemente, nas exigências da vida moderna.

Ao analisar os dados coletados, nota-se um paradoxo positivo e preocupante. Entre os 273 participantes, 222 afirmaram utilizar protetor solar diariamente, o que demonstra uma conscientização crescente sobre a importância desse hábito. A cultura do "uso diário" parece estar sedimentada.

Contudo, ao mergulharmos na qualidade dessa proteção, os números revelam onde reside o maior risco para a saúde da pele. A recomendação padrão de ouro estabelece a reaplicação do filtro solar pelo menos uma vez ao dia para manter a eficácia da barreira contra a radiação UVA e UVB. Na amostra pesquisada, apenas 10 indivíduos seguem essa diretriz rigorosamente.

A fotografia dos dados mostra um comportamento comum:

  • 91 pessoas aplicam o produto apenas uma vez ao dia, acreditando ser suficiente para protegê-las até o anoitecer.

  • 85 pessoas declaram que simplesmente não realizam a reaplicação.

Essa discrepância indica que, embora a barreira de entrada (o hábito de passar o protetor pela manhã) tenha sido superada, a barreira de manutenção (a reaplicação ao longo do dia) permanece como o elo mais fraco da fotoproteção. Por que um número tão expressivo de pessoas falha nesse ponto essencial? A pesquisa aponta obstáculos que vão muito além da falta de conhecimento.

Ao questionar os participantes sobre os motivos que os impedem de reaplicar o protetor solar, as respostas refletiram as dores de uma rotina acelerada. Não se trata apenas de esquecimento, embora ele seja um fator relevante. Os desafios são multifacetados e exigem soluções que integrem eficácia e praticidade.

  • O Fator Tempo e a Rotina Intensa: Em um dia de trabalho produtivo, encontrar brechas para cuidar da pele pode parecer um luxo inalcançável. Para muitos, parar a cada duas horas para realizar uma nova aplicação é incompatível com a carga horária de um ambiente corporativo ou com a dinâmica de uma vida urbana movida a prazos.

  • A Sensação Incômoda na Pele: Dermocosméticos que deixam resíduos oleosos, pegajosos ou um aspecto esbranquiçado (o famoso white cast) afastam o usuário da reaplicação. Ninguém deseja sentir o rosto "pesado" antes de uma reunião ou durante um almoço. Se a experiência sensorial do produto é desagradável, o instinto humano é evitar a repetição do gesto.

  • A Maquiagem como Barreira: Para muitas pessoas, a aplicação da maquiagem é uma etapa definitiva da rotina de beleza. O medo de que o protetor solar "derreta" ou altere a estética da maquiagem já aplicada é um dos impeditivos mais citados. Isso cria um impasse: proteger a pele ou manter a aparência estética?

  • A Inconveniência Prática: A necessidade de lavar o rosto, secar e reaplicar, ou a dificuldade de carregar embalagens pouco ergonômicas, contribui para que o ato seja negligenciado. A fotoproteção ideal precisa ser fluida, rápida e discreta.

Preferências do público: Com cor vs. Sem cor

A pesquisa também explorou as preferências estéticas dos respondentes. Entre os 273 entrevistados:

  • 127 preferem protetor solar com cor: Isso revela uma busca por multifuncionalidade, onde a fotoproteção também atua como um corretor de tom e disfarce óptico de imperfeições.

  • 112 preferem a versão sem cor: Valorizando o aspecto natural da pele ou a facilidade de aplicação sem a preocupação com manchas em roupas ou tecidos.

  • 34 não possuem preferência definida: Mostrando um grupo aberto a inovações, desde que a eficácia seja comprovada.

Esses dados confirmam que o mercado precisa oferecer opções que se adaptem a esses diferentes estilos de vida, tratando o filtro solar como um item essencial de autocuidado que se integra à rotina.

A evolução da fotoproteção: Tecnologia Solent ® 12HS

Diante do desafio apresentado pela falta de reaplicação, a ADA TINA Italy buscou uma solução tecnológica que prolongue a proteção na pele. Uma das inovações mais expressivas nesse campo é a Tecnologia Solent® 12HS.

Esta tecnologia foi desenvolvida para garantir que a proteção solar permaneça ativa e estável por um período prolongado, minimizando a necessidade de reaplicações constantes que a rotina agitada tanto dificulta. Ao estabilizar os filtros solares e garantir que eles formem uma camada de proteção contínua, a tecnologia permite que a pele esteja protegida por mais tempo, oferecendo uma resposta técnica ao problema da "proteção de dose única" que muitos brasileiros ainda praticam.

A ciência por trás de tecnologias como a Solent ® 12HS foca na fotoestabilidade, garantindo que o filtro não se degrade ao ser exposto à luz, mantendo sua função de barreira contra os raios UVA e UVB. É a engenharia aplicada à dermatologia para reduzir a fricção entre o hábito humano e a necessidade biológica.

Referências Científicas

  1. Gonzalez, H., et al. (2007). Photostability of commercial sunscreens upon sun exposure and irradiation by ultraviolet lamps. BMC Dermatology. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC1831786/

  2. Yang, J., et al. (2022). Mechanisms of ultraviolet-induced melasma formation: A review. The Journal of Dermatology. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35946331/

  3. Gromkowska-Kepta, K. J., et al. (2021). The impact of ultraviolet radiation on skin photoaging. Journal of Cosmetic Dermatology. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8597149/


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Texto por: Dr. Maurizio Pupo, farmacêutico pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, especialista em cosmetologia, Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Ada Tina e e CEO do IPUPO Pós-Graduação. CRF-SP: 13.328.

 

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Por que é necessário reaplicar o protetor solar?

A maioria dos filtros químicos sofre degradação ao serem expostos à radiação solar e ao suor. A reaplicação constante garante a manutenção da camada protetora necessária para evitar danos ao DNA celular.

2. O uso de maquiagem sobre o protetor solar reduz sua eficácia?

Se o protetor solar for aplicado corretamente e absorvido antes da maquiagem, ele mantém sua função. Porém, o ideal é utilizar produtos complementares para reforçar a proteção ao longo do dia.

3. O protetor solar com cor protege tanto quanto o sem cor?

Sim, desde que possuam o mesmo nível de FPS e PPD (proteção UVA). O com cor, inclusive, oferece uma camada extra de proteção física devido aos pigmentos, que ajudam a refletir a luz visível.

4. Existe algum protetor que não exige a reaplicação em situações comuns?

Sim! Os protetores da ADA TINA Italy contam com tecnologias de ponta, como a Solent ® 12HS, que aumentam a fotoestabilidade e a permanência do filtro na pele, oferecendo uma proteção mais duradoura.

5. Qual a melhor maneira de reaplicar o protetor solar sem tirar a maquiagem?

O uso de protetores em pó compacto, sticks ou sprays com alta proteção são excelentes opções para quem precisa reaplicar durante o dia sem comprometer a estética da face.

6. Se eu não sair de casa, preciso usar protetor solar?

Sim. A radiação UVA, responsável pelo envelhecimento e manchas, atravessa janelas e incide mesmo em dias nublados. Além disso, a luz visível de lâmpadas e telas de dispositivos também pode prejudicar a pele.

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Dr. Maurizio Pupo

Sobre o autor

Autor de vários livros na área cosmética como: Tratado de Fotoproteção, Luz Azul | Luz Visível e Impactos na Dermatologia, DIFENDIOX® OPP’s Antioxidantes Biologicamente Ativos e Estabilizados em Sistema Hydromicelar, entre outros. É o diretor responsável pelo desenvolvimento dos produtos marca de dermocosméticos ADA TINA.