Tudo sobre Melasma: Guia Completo 2026
O que é melasma
Melasma é uma hiperpigmentação adquirida (manchas acastanhadas, geralmente simétricas) que aparece com mais frequência em áreas fotoexpostas, especialmente no rosto. É uma condição benigna, porém crônica e recorrente, descrita como hipermelanose adquirida com forte relação com exposição solar.
Na vida real, isso significa: pode melhorar com cuidados, mas tende a voltar quando a pele é novamente exposta aos gatilhos, principalmente radiação.
A causa nº 1 do melasma: radiação solar + falhas na fotoproteção (até em dia nublado)
Se eu tivesse que resumir melasma em uma frase útil para o dia a dia, seria:
Melasma piora e recidiva quando a pele recebe radiação sem fotoproteção adequada e constante.

O ponto que mais derruba resultados é que muita gente só lembra do protetor no “sol forte” (praia, verão, lazer). Mas a pele recebe radiação também no deslocamento, no trânsito, na janela e na rotina urbana.
“Em dia nublado precisa usar protetor solar?”
Sim. Mesmo com nuvens, uma parte relevante da radiação UV pode alcançar a pele. A American Academy of Dermatology reforça que, mesmo em dias nublados, uma grande fração dos raios UV pode penetrar as nuvens.
A US EPA também afirma que é possível sofrer dano por UV mesmo em dia nublado.
Por que isso é ainda mais importante no Brasil
O Brasil convive com períodos frequentes de alta radiação UV, o que exige disciplina realista: protetor solar todo dia, com boa quantidade e estratégia de reaplicação quando houver exposição.
Uma forma prática de monitorar o risco é observar o Índice Ultravioleta (IUV), que é uma medida simples do nível de radiação UV na superfície e do potencial de dano cutâneo.
Para acompanhar dados/monitoramento no Brasil, o CPTEC/INPE disponibiliza mapas e informações de IUV.
Os 4 tipos de melasma por profundidade (classificação clássica)
A classificação clássica considera onde o pigmento predomina, com apoio de avaliação clínica, lâmpada de Wood e dermatoscopia.
1) Melasma epidérmico (superficial)
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Predomina na epiderme
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Tom geralmente mais marrom e bordas mais definidas
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Na lâmpada de Wood, pode realçar
2) Melasma dérmico (profundo)
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Depósito de pigmento na derme
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Pode ter tom acinzentado/azulado e bordas menos definidas
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Tende a ser mais persistente
3) Melasma misto (o mais comum)
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Combina características epidérmicas e dérmicas
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Resposta costuma ser gradual com rotina correta
4) Melasma indeterminado
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Nem sempre define padrão claro na Wood
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A dermatoscopia ajuda no conjunto diagnóstico
Tipos por localização: o “mapa” do melasma
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Centrofacial: testa, bochechas, nariz e lábio superior
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Malar: bochechas e nariz
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Mandibular: mandíbula e queixo
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Extrafacial: antebraços/braços/ombros (fotoexposição crônica)
Guia do Dr. Maurizio Pupo: classificação didática em Graus (1 a 4)
Para traduzir o melasma em linguagem prática, eu uso uma organização didática por tempo de evolução + resistência (não é uma classificação médica oficial; é uma forma de orientar expectativas e disciplina).
Grau 1
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Menos de 1 ano
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Mais recente, frequentemente mais superficial
Grau 2
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Mais de 1 ano
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Mais visível e exige constância maior
Grau 3
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Mais de 5 anos
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Persistente e resistente a “tentativas comuns”
Grau 4
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Mais de 10 anos
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Muito persistente; exige estratégia de manutenção contínua
Conexão didática rápida:
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Epidérmico ↔ tende a se comportar como Grau 1
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Misto ↔ tende a se comportar como Grau 2
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Dérmico ↔ tende a se comportar como Grau 3 e 4
Tabela prática: “Profundidade” × “Graus do Dr. Maurizio Pupo”
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Profundidade |
Como costuma aparecer |
Equivalência didática |
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Epidérmico |
Marrom mais nítido, superficial |
Grau 1 (mais comum) |
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Misto |
Marrom + acinzentado, combinado |
Grau 2 (mais comum) |
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Dérmico |
Acinzentado/azulado, difuso e persistente |
Grau 3 e Grau 4 |
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Indeterminado |
Wood não define com clareza |
Pode existir em qualquer Grau |
Fotoproteção no melasma: o que quase ninguém explica direito
Nem todo protetor “clareia manchas”
Protetor solar é, antes de tudo, fotoproteção: ajuda a reduzir piora e recidivas ao diminuir a radiação que chega à pele. Em melasma, isso é parte central do manejo.
Alguns produtos podem trazer efeito cosmético de uniformização, mas a regra que sustenta resultado é: usar todo dia, na dose correta, com consistência.
FPS alto é importante, mas não é tudo
Para melasma, procure um fotoprotetor que favoreça uso diário real:
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FPS alto (em geral, FPS 50+)
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Proteção UVA relevante (não só UVB)
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Boa sensorialidade (para conseguir usar sempre)
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Fotoestabilidade (importante no uso diário em clima mais intenso)
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Em alguns casos, proteção adicional contra luz visível pode ajudar no controle de hiperpigmentação; revisões e estudos apontam melhor prevenção de recaídas com fotoproteção que inclua também barreira à luz visível (ex.: protetores com cor/pigmentos como óxidos).
O erro mais comum: aplicar menos do que o necessário
Muita gente aplica menos protetor do que o necessário para alcançar a proteção do rótulo. A American Academy of Dermatology descreve que, em média, as pessoas aplicam apenas 20–50% da quantidade ideal, reduzindo a proteção real no dia a dia.
Tradução prática: não adianta investir em skincare caro e procedimentos se a rotina falha no básico: fotoproteção diária + dose correta + constância.
Qual a quantidade de Protetor Solar 12HS usar, segundo o Dr. Maurizio Pupo?
Os protetores solares ADA TINA Italy com Tecnologia SOLENT® 12HS são avaliados em testes padronizados conforme normas reconhecidas (como ISO 24444 para FPS e ISO 24442 para UVA).
Para aproximar a proteção do uso diário da proteção medida em laboratório, a quantidade aplicada é decisiva:
Quantidade ideal para o rosto:
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1 dedo cheio de produto (≈ 1 g) para cobrir todo o rosto.
Sugestão de link interno: Saiba mais: qual a quantidade correta de protetor solar (https://www.adatina.com/pages/tecnologia-1-dedo-basta)
Como usar o Protetor Solar 12HS na rotina (passo a passo)
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Aplique todas as manhãs como último passo do skincare e antes da exposição.
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Use a quantidade correta: 1 dedo / ~1 g para o rosto.
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Espalhe de forma uniforme (testa, têmporas, nariz, bochechas, queixo e próximo à linha do cabelo).
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Reaplique sempre que houver sudorese intensa, água, toalha ou exposição prolongada.
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O que realmente funciona no dia a dia: o PPP do Dr. Maurizio Pupo para melasma
Para controle do melasma em casa, eu reforço a regra do PPP:
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Produto Adequado: compatível com seu grau de melasma e tolerância (sem irritar).
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Protocolo Correto: passo certo e frequência certa; manhã e noite; fotoproteção como base.
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Persistência: semanas e meses de constância, porque melasma é crônico e recidiva quando a rotina falha.
No melasma, não vence “o produto mais forte”. Vence o método bem executado, com disciplina diária e proteção contra radiação.
FAQ principais duvidas sobre MELASMA!
1) Melasma tem cura?
Melasma é considerado crônico e recorrente; o objetivo realista é controle contínuo com clareamento gradual e prevenção de pioras. Por isso é muito importante seguir o PPP.
2) Por que meu melasma volta mesmo depois de melhorar?
Porque qualquer falha repetida na fotoproteção (inclusive no deslocamento diário) pode reativar o escurecimento. A exposição à radiação é um gatilho central no melasma.
3) Protetor com cor pode ajudar?
Em alguns perfis, especialmente quando há tendência a hiperpigmentar com luz visível, estudos e revisões sugerem benefício de fotoproteção que bloqueie também parte da luz visível (ex.: protetores com pigmentos/óxidos), com melhor prevenção de recaídas em comparação a protetores sem essa barreira.
4) Preciso reaplicar protetor?
Durante exposição, recomenda-se reaplicação em torno de a cada 2 horas e após suor/água/toalha, conforme orientações de autoridades de saúde e entidades dermatológicas.
5) Em dia nublado ou no inverno também?
Sim. A exposição a UV ocorre também em dias nublados.
Se você convive com melasma, a prioridade é escolher um fotoprotetor que você consiga usar todos os dias, na dose correta, com boa sensorialidade e proteção adequada para sua rotina.
Conheça a linha de fotoproteção ADA TINA Italy com Tecnologia SOLENT® 12HS e encontre o formato mais confortável para manter constância. https://www.adatina.com/collections/melasma
Referências científicas e fontes oficiais
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SciELO (Brasil) – revisão clínica/epidemiológica: definição, apresentação e fatores relacionados ao melasma. SciELO
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Springer (2024) – atualização terapêutica: melasma como condição difícil e com alta recorrência. Springer Nature Link
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ScienceDirect (2025) – revisão recente: desafios e recorrência no manejo do melasma. ScienceDirect
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OMS/WHO – Global Solar UV Index: conceito e uso do Índice UV. Organização Mundial da Saúde
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CPTEC/INPE (Brasil) – página de monitoramento do Índice Ultravioleta. Satélite CPTEC
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American Academy of Dermatology (AAD) – UV em dias nublados (até 80% pode atravessar nuvens). Academia Americana de Dermatologia
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US EPA – risco de queimadura UV mesmo em dia nublado. Agência de Proteção Ambiental
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AAD (Sunscreen FAQs) – subaplicação comum (20–50%) e recomendação de reaplicação. Academia Americana de Dermatologia
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FDA – orientação de reaplicação (pelo menos a cada 2 horas, e mais com água/suor). U.S. Food and Drug Administration
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JAAD – prevenção de recaídas com protetor que combina proteção UV + parte da luz visível (ensaio comparativo). JAAD+1
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Europe PMC – ensaio com protetor UV + pigmento (óxidos) vs UV-only em melasma sob sol intenso. Europe PMC
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ISO 24444 e ISO 24442 (ISO.org) – métodos padronizados para determinação in vivo de FPS e proteção UVA. ISO+1
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Comissão Europeia (EUR-Lex, 2006/647/EC) – não sugerir “proteção total” em alegações de fotoprotetores. eur-lex.europa.eu
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Cosmetics Europe / Colipa – orientação de rotulagem e quantidade próxima à de teste (ex.: 2 mg/cm²). Cosmetics Europe -
Autor: Dr. Maurizio Pupo (Farmacêutico Especialista em Cosmetologia)
Atualização: Edição 2026
Aviso importante: este conteúdo é educativo e não substitui avaliação com dermatologista. Melasma é uma condição crônica com tendência à recidiva; o objetivo realista é clarear, estabilizar e prevenir pioras com rotina contínua.