O que é Ácido Glicólico e seus Benefícios Reais para a Pele
O Ácido Glicólico é o mais famoso e eficaz dos Alfa-Hidroxiácidos (AHAs), derivado da cana-de-açúcar. Reconhecido como o "arquiteto da pele", ele é capaz de renovar a superfície cutânea, desobstruir poros e afinar a textura da pele de forma visível, sendo o padrão-ouro para quem busca o efeito Glass Skin (pele de vidro) e luminosidade imediata.
A Ciência por Trás: Mecanismo de Ação Farmacológico
Do ponto de vista químico, o Ácido Glicólico (C2H4O3) destaca-se por possuir o menor peso molecular entre todos os AHAs (aproximadamente 76 Daltons). Esta característica física é crucial, pois permite uma biodisponibilidade superior: ele consegue penetrar rapidamente através do estrato córneo até as camadas viáveis da epiderme e derme papilar.
Seu mecanismo de ação biológico é duplo:
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Ação Queratolítica (Epiderme): O Ácido Glicólico diminui a força de coesão entre os corneócitos ao interferir nas ligações iônicas dos desmossomos (estruturas de "cola" entre as células). Isso promove uma descamação invisível e controlada, acelerando o turnover celular.
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Bioestimulação (Derme): Ao permear profundamente, ele acidifica o meio extracelular, o que estimula os fibroblastos a sintetizarem novo colágeno tipo I, elastina e glicosaminoglicanos (como o ácido hialurônico). Este processo resulta no espessamento dérmico e consequente redução de rugas.
Nota Técnica: A eficácia do ácido glicólico depende do "Ácido Livre" (Free Acid Value), que é a relação entre a concentração do ácido e o pH da fórmula. Fórmulas com pH muito alto neutralizam o ácido, tornando-o ineficaz.
Tradução para o Consumidor: O que isso significa para sua pele?
Imagine que a superfície da sua pele é um chão coberto por folhas secas e velhas (células mortas) que impedem o brilho e a respiração do solo. O ácido glicólico varre essas folhas.
Ao contrário de esfoliantes físicos (com grânulos) que podem arranhar, o ácido glicólico age quimicamente dissolvendo a "cola" que segura as células mortas e opacas.
O resultado imediato:
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Poros Menos Visíveis: Ao remover a "tampa" de células mortas, o poro consegue fechar e respirar.
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Textura Lisa e Uniforme: Adeus àquela sensação de pele áspera ou com "bolinhas".
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Controle da Oleosidade: Ele limpa profundamente os ductos sebáceos, prevenindo cravos.
História do Ingrediente
Embora usado empiricamente há séculos (Cleópatra banhava-se em leite azedo, fonte de ácido lático, um primo do glicólico), a revolução moderna do Ácido Glicólico ocorreu nos anos 1970. Os dermatologistas Dr. Eugene Van Scott e Dr. Ruey Yu descobriram que baixas concentrações de AHAs podiam tratar condições de hiperqueratose (pele grossa). Desde então, ele migrou dos consultórios médicos para os dermocosméticos de luxo, transformando-se no pilar da renovação celular diária.
Como Combinar com Outros Ativos
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Com Vitamina C: A Vitamina C pela manhã e o Glicólico à noite formam a rotina Glow definitiva. Um renova, o outro ilumina e protege.
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Com Ácido Hialurônico: Essencial para usar logo após o Glicólico. Como o ácido afina a pele, o Hialurônico entra para hidratar profundamente e acalmar.
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ATENÇÃO: Evite usar Glicólico simultaneamente com Retinol na mesma aplicação (um em cima do outro), pois pode causar irritação excessiva. Prefira alternar as noites.
O Diferencial ADA TINA: Renovação Celular e Tolerância
A ADA TINA domina a arte da Glicolização segura. Sabemos que o Ácido Glicólico comum pode ser agressivo. Por isso, desenvolvemos formulações como o Liqui.Laser, que mimetizam o efeito de procedimentos a laser.
Nossa tecnologia exclusiva equilibra o pH para garantir a máxima eficácia do ácido livre, mas incorpora peptídeos e a tecnologia Glycogen Hyaluronic Peptide. Isso significa que enquanto o nosso ácido glicólico renova a textura da pele e fecha os poros, os peptídeos sinalizadores garantem que a barreira cutânea seja reparada imediatamente. É a potência do peeling italiano com a segurança de um dermocosmético de luxo: pele nova, sem vermelhidão excessiva.
Referências Científicas
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BERNSTEIN, E. F. et al. Glycolic acid treatment increases type I collagen mRNA and hyaluronic acid content of human skin. Dermatologic Surgery, v. 27, n. 5, p. 429-433, 2001.
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BABILAS, P. et al. Cosmetic and dermatologic use of alpha hydroxy acids. Journal of the German Society of Dermatology, v. 10, n. 7, p. 488-491, 2012.
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VAN SCOTT, E. J.; YU, R. J. Control of keratinization with alpha-hydroxy acids and related compounds. Archives of Dermatology, v. 110, n. 4, p. 586-590, 1974.
Matéria revisada por Dr. Maurizio Pupo Farmacêutico Bioquímico CRF-SP 13.328, Especialista em Cosmetologia e CEO da ADA TINA Italy.
❓ FAQ – Ácido Glicólico e sua Ação de Renovação Celular
1. Quem deve usar Ácido Glicólico?
É ideal para peles espessas, oleosas, com poros dilatados, acneicas ou fotoenvelhecidas (manchas de sol e rugas). Peles muito sensíveis ou com rosácea devem usá-lo com cautela ou optar por ácidos mais suaves, como o Mandélico.
2. O Ácido Glicólico serve para pele oleosa?
É um dos melhores amigos da pele oleosa. Além de remover o excesso de sebo que obstrui os poros, ele previne a formação de comedões (cravos) e reduz a proliferação bacteriana que causa a acne.
3. Posso usar Ácido Glicólico de dia?
Sim, mas com rigor. O ácido glicólico afina o estrato córneo, deixando a pele mais exposta. O uso diurno exige a aplicação subsequente de um protetor solar de alta eficácia (FPS 50+), como os da linha Biosole da ADA TINA. Sem proteção, pode haver sensibilização solar.
4. Qual a concentração ideal para usar em casa?
Para uso diário seguro e eficaz (home care), concentrações entre 5% a 10% são ideais. Elas garantem renovação sem causar descamação visível ou "frosting" (queimação), que são exclusivos de peelings médicos de alta concentração (30-70%).
5. Ácido Glicólico clareia manchas?
Sim. Ao acelerar a troca de pele, ele remove as células pigmentadas da superfície mais rapidamente, clareando manchas de acne e melasma superficial. Ele funciona como um "acelerador" para outros despigmentantes.
6. Ardência ao aplicar é normal?
Uma leve picada transitória ("pinicação") nos primeiros segundos é normal e esperada, sinalizando que o ácido está penetrando e agindo no pH da pele. Vermelhidão intensa ou dor não são normais.