Ácido Tranexâmico: O Padrão-Ouro no Tratamento do Melasma e Hiperpigmentação
O Ácido Tranexâmico é um agente antifibrinolítico revolucionário na dermatologia, reconhecido mundialmente como a solução não citotóxica mais eficaz para tratar o melasma resistente e manchas escuras. Diferente de ácidos esfoliantes comuns, ele atua inibindo a via inflamatória e vascular da pigmentação, impedindo que a mancha volte a aparecer.
A Ciência por Trás: Mecanismo de Ação Farmacológico
Quimicamente, o Ácido Tranexâmico (trans-4-aminomethylcyclohexanecarboxylic acid) é um derivado sintético do aminoácido lisina. O seu mecanismo de ação despigmentante é único e ocorre através da inibição do sistema plasminogênio-plasmina.
Ao bloquear a interação da plasmina com os queratinócitos (células da superfície da pele), o Ácido Tranexâmico reduz os níveis de ácido araquidônico livre e a produção de prostaglandinas. Esta ação bioquímica resulta em dois efeitos cruciais:
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Inibição da Melanogênese: Reduz a atividade da enzima tirosinase, responsável pela produção de melanina.
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Ação Antiangiogênica: Diminui a vascularização excessiva (aquela vermelhidão de fundo comum no melasma), reduzindo a produção de Fator de Crescimento do Endotélio Vascular (VEGF).
Nota Técnica: A sua eficácia é dose-dependente e a sua estrutura molecular permite uma excelente permeação quando veiculado em sistemas de libertação inteligentes, mantendo a integridade da barreira cutânea.
Tradução para o Consumidor: Benefícios Reais
Se imaginarmos que o melasma é um "incêndio" na pele, a maioria dos despigmentantes apenas "limpa a fuligem" (remove a mancha superficial). O Ácido Tranexâmico apaga o fogo.
Ele atua acalmando a pele de dentro para fora. Muitas vezes, a mancha não clareia apenas com cremes comuns porque existe uma inflamação e vasinhos sanguíneos dilatados por baixo, alimentando a pigmentação. O Ácido Tranexâmico resolve esse problema de raiz. Resultados esperados:
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Clareamento gradual e consistente de melasmas "teimosos";
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Redução daquele aspeto avermelhado ao redor das manchas;
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Prevenção do efeito "reboot" (quando a mancha volta pior após o verão).
História do Ingrediente
Originalmente, o Ácido Tranexâmico não foi criado para a beleza. Foi desenvolvido na década de 1960 no Japão pelo casal de médicos Utako e Shosuke Okamoto, como um medicamento para controlar hemorragias pós-parto e cirúrgicas. A sua descoberta na estética foi acidental: médicos observaram que pacientes tratados com o medicamento para outras condições apresentavam um clareamento significativo da pele e do melasma. Desde então, tornou-se um pilar nos tratamentos dermatológicos de alta performance na Ásia e na Europa.
Como Combinar com Outros Ativos
A versatilidade do Ácido Tranexâmico permite sinergias poderosas para potenciar os resultados:
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Com Niacinamida: A dupla perfeita. Enquanto o ácido inibe a produção, a Niacinamida impede a transferência do pigmento para a superfície. Juntos, oferecem um clareamento mais rápido.
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Com Vitamina C: Ideal para uso diurno. A Vitamina C neutraliza os radicais livres do sol, enquanto o Ácido Tranexâmico controla a inflamação solar.
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Com Ácido Hialurónico: Garante que a pele se mantenha hidratada e íntegra durante o tratamento clareador, evitando irritações.
O Diferencial ADA TINA: Clareamento e Ação Anti-Inflamatória
Na ADA TINA, elevamos o Ácido Tranexâmico a um novo patamar de eficácia com a tecnologia Tranexamic Plex. Não utilizamos apenas o ativo isolado; criamos complexos sinérgicos que aumentam a sua estabilidade e penetração.
Os nossos produtos, como o protetor solar Biosole TX FPS 80, combinam o Ácido Tranexâmico com a exclusiva tecnologia Difendiox® (antioxidante de olivas italianas). Isso garante não apenas o clareamento, mas uma proteção biológica profunda contra a luz azul e visível, fatores críticos para quem sofre de melasma. É a união da ciência farmacêutica com a sofisticação dermocosmética italiana.
Referências Científicas
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MAEDA, K.; TOMITA, Y. Mechanism of the inhibitory effect of tranexamic acid on melanogenesis in cultured human melanocytes in the presence of conditioned medium derived from human keratinocytes. Journal of Health Science, v. 53, n. 4, p. 389-396, 2007.
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TSE, T. W.; HUI, E. Tranexamic acid: an important adjuvant in the treatment of melasma. Journal of Cosmetic Dermatology, v. 12, n. 1, p. 57-66, 2013.
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EBAIDY, H. et al. Topical vs. oral tranexamic acid in the treatment of melasma. Journal of Dermatological Treatment, 2020.
Matéria revisada por Dr. Maurizio Pupo Farmacêutico Bioquímico CRF-SP 13.328, Especialista em Cosmetologia e CEO da ADA TINA Italy.
❓ FAQ – Ácido Tranexâmico e Seu Poder Clareador
1. O que é o Ácido Tranexâmico e para que serve na pele?
O Ácido Tranexâmico é um derivado do aminoácido lisina, amplamente utilizado na dermatologia para ajudar a uniformizar o tom da pele. Ele atua reduzindo a aparência de manchas escuras, como melasma, hiperpigmentações pós-inflamatórias e alterações causadas pelo sol, sendo bem tolerado pela maioria dos tipos de pele.
2. O Ácido Tranexâmico pode ser usado em peles morenas e negras?
Sim. O Ácido Tranexâmico é considerado seguro e eficaz para todos os tons de pele, incluindo peles morenas e negras. Seu uso correto contribui para minimizar o risco de hiperpigmentação pós-inflamatória e promover uma pele visivelmente mais uniforme.
3. Posso usar Ácido Tranexâmico durante o dia?
Sim, o Ácido Tranexâmico pode ser utilizado de dia ou à noite, desde que sempre combinado com o uso de protetor solar de amplo espectro. A fotoproteção é fundamental para manter os resultados e proteger a pele contra novas manchas.
4. Qual o tempo médio para observar os resultados do Ácido Tranexâmico?
Os resultados podem variar de acordo com o tipo de pele e grau das manchas, mas geralmente os efeitos começam a ser percebidos entre 4 a 8 semanas de uso contínuo e correto. A consistência no uso é essencial para alcançar os melhores resultados.
5. O Ácido Tranexâmico pode substituir a hidroquinona?
O Ácido Tranexâmico é uma alternativa bem tolerada em protocolos clareadores de uso contínuo. Embora tenha mecanismo de ação diferente da hidroquinona, é valorizado por sua eficácia progressiva e menor risco de efeitos colaterais, podendo ser utilizado por longos períodos com segurança dermatológica.
6. O Ácido Tranexâmico pode ser associado a outros ativos clareadores?
Sim. Na ADA TINA, o Ácido Tranexâmico é frequentemente combinado com ativos como Niacinamida, Alfa-Arbutin, Vitamina C, Ácido Kójico e Ácido Hialurônico para potencializar os resultados. Essa sinergia contribui para uma abordagem mais completa no cuidado com manchas e uniformização da pele.
7. Quais produtos da ADA TINA contêm Ácido Tranexâmico?
A ADA TINA oferece diferentes produtos com Ácido Tranexâmico, como séruns clareadores, cremes faciais e dermocosméticos para o cuidado diário da pele com tendência a manchas. Todas as formulações são desenvolvidas com concentrações ideais para oferecer segurança, tolerância e eficácia.
8. O Ácido Tranexâmico pode ser usado em peles sensíveis?
Sim! O Ácido Tranexâmico apresenta excelente tolerabilidade dermatológica, mesmo em peles sensíveis. Ele é frequentemente indicado para protocolos clareadores com menor potencial de irritação, especialmente em peles sensibilizadas por melasma, acne ou exposição solar.
9. Como incluir o Ácido Tranexâmico na rotina de cuidados?
O Ácido Tranexâmico pode ser utilizado em forma de sérum, creme ou loção, preferencialmente após a limpeza da pele e antes da hidratação. O uso de protetor solar é indispensável para manter a eficácia do tratamento e prevenir novas manchas.
10. O uso do Ácido Tranexâmico precisa de recomendação médica?
Embora o Ácido Tranexâmico esteja presente em produtos dermocosméticos de uso livre, é sempre recomendável consultar um dermatologista, principalmente em casos de melasma persistente ou sensibilidade cutânea, para orientação personalizada e segura.
11. Para que serve o Ácido Tranexâmico no rosto?
Serve principalmente para tratar melasma vascular, manchas solares resistentes e hiperpigmentação pós-inflamatória (como marcas de acne). Ele uniformiza o tom da pele sem causar descamação agressiva.
12. Grávidas podem usar Ácido Tranexâmico?
Topicamente é considerado um dos ativos mais seguros para o tratamento de cloasma (melasma gestacional). No entanto, o uso deve ser sempre validado pelo obstetra ou dermatologista.
13. Qual a diferença entre Ácido Tranexâmico oral e tópico?
O oral tem ação sistémica e potente, mas acarreta riscos de trombose e efeitos colaterais. O tópico (em cremes e séruns de alta permeação) oferece uma alternativa segura, eficaz e sem riscos sistémicos, atuando diretamente no local da mancha.