Posso usar ácidos renovadores na pele durante o inverno?
O inverno costuma ser recebido com entusiasmo por quem busca uma pele renovada. No imaginário popular, o clima frio e a menor incidência de radiação solar direta formam o cenário perfeito para o uso de ácidos potentes. No entanto, o que deveria ser um tratamento de revitalização pode rapidamente se transformar em um quadro de irritação, descamação excessiva e sensibilidade se a biologia da pele não for respeitada.
A busca por peelings e ácidos renovadores cresce exponencialmente quando as temperaturas caem. Isso ocorre porque muitos agentes queratolíticos, substâncias que promovem a descamação controlada da pele, tornam a derme mais suscetível aos danos causados pela radiação ultravioleta. Com o índice UV geralmente mais baixo no inverno, o risco de hiperpigmentação pós-inflamatória (manchas causadas pela irritação) diminui, mas não desaparece.
Embora o sol seja menos intenso, o inverno traz outros vilões:
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Baixa Umidade do Ar: Retira a água transepidérmica, deixando a pele desidratada.
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Banhos Quentes: O calor excessivo da água remove os óleos naturais, que são o "cimento" que une as células da nossa pele.
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Ventos Gelados: Causam microfissuras e vermelhidão.
Utilizar um ácido renovador sobre uma pele que já está sofrendo com esses fatores ambientais exige uma estratégia de compensação. O segredo não está apenas no ácido escolhido, mas no que é aplicado antes e depois dele.
Então, a resposta curta a pergunta “Posso usar ácidos renovadores na pele durante o inverno?” é: sim, mas com ressalvas fundamentais. O uso de ácidos como o Glicólico, Salicílico, Retinoico ou Mandélico no inverno é ideal para tratar manchas de acne, melasma e textura irregular. Entretanto, a renovação celular forçada precisa ser acompanhada de uma hidratação profunda.
Quando aplicamos um ácido, estamos sinalizando para as camadas mais profundas da pele que é hora de produzir novas células. Isso resulta em:
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Redução da aparência de poros dilatados.
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Clareamento de manchas persistentes (melasma e sequelas de acne).
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Estímulo à produção de colágeno, combatendo linhas finas.
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Uniformização do tom e da luminosidade da face.
O Ritual de Preparação: Hidratação Antes do Ácido
Um erro comum é aplicar o ácido diretamente na pele seca e fragilizada pelo frio. A dermatologia defende o conceito de "preparação de barreira". Antes de submeter a pele ao estresse positivo do ácido, é necessário garantir que ela tenha recursos para se recuperar.
Para que a pele não sofra com o "efeito rebote", onde ela se torna mais oleosa para compensar a secura ou extremamente reativa, o uso de hidratantes que mimetizam a hidratação natural humana é essencial.
A Tecnologia a Favor da Pele Brasileira no Inverno
A Ada Tina Italy desenvolve soluções que são focadas na máxima eficácia com o menor potencial de irritação. Para quem deseja utilizar ácidos no inverno, oferecemos tecnologias exclusivas que resolvem o dilema entre "renovação" e "sensibilidade".
Hidratação com Tecnologia Blue Minerals e Glicosqualane
Enquanto o mercado oferece hidratantes comuns, a Ada Tina utiliza a Tecnologia Blue Minerals, que fornece uma combinação precisa de minerais que acalmam e remineralizam a pele instantaneamente. Somado a isso, a Tecnologia Glicosqualane (um esqualano quimicamente otimizado) garante que a barreira lipídica seja restaurada de forma inteligente, sem pesar em peles oleosas, mas sendo nutritivo o suficiente para peles secas.
A Revolução da Tecnologia Solent 12HS
Muitos acreditam que, por estar nublado ou frio, o protetor solar é dispensável. Este é o maior erro de quem usa ácidos. A radiação UVA, responsável pelo envelhecimento e manchas, atravessa nuvens e vidros.
A Tecnologia Solent 12HS garante proteção fotoestável por 12 horas consecutivas, sem a necessidade de reaplicações constantes, o que é fundamental para proteger a pele "nova" que está sendo exposta pelo uso dos ácidos renovadores.
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Critério |
Soluções Comuns de Mercado |
Tecnologias Ada Tina |
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Duração da Proteção Solar |
2 a 4 horas (exige várias reaplicações) |
Solent 12hs (Proteção prolongada e estável) |
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Mecanismo de Hidratação |
Oclusão simples (pode causar acne) |
Glicosqualane (Hidratação biomimética e profunda) |
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Recuperação de Minerais |
Ausente ou baseada em águas simples |
Blue Minerals (Reposição de minerais essenciais) |
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Tratamento de Manchas |
Ácidos que podem causar irritação severa |
Ácidos de alta permeabilidade com base calmante |
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Conforto no Inverno |
Pode causar ardência em pele seca |
Fórmulas desenvolvidas para manter a barreira íntegra |
Recomendações de Produtos Ada Tina para o Inverno
Para um protocolo de inverno seguro e eficaz, a ordem de aplicação e a escolha dos ativos são determinantes para o sucesso do tratamento.
1. Hidratação e Reparação Intensiva
Antes de qualquer ácido, a pele deve estar fortalecida. O Nia B5 Ultra Repair é fundamental para restaurar a barreira cutânea, enquanto o sérum Hyalo 90 oferece uma hidratação preenchedora com altíssima concentração de ácido hialurônico. Para peles que sofrem com o ressecamento extremo do vento, o Gliventi Hydra Supreme promove nutrição profunda. Já para peles mistas a oleosas que precisam de equilíbrio, o Depore Mat Extreme garante hidratação com controle de brilho.
2. Tratamento com Ácidos Renovadores
Com a pele preparada, o uso de clareadores e renovadores torna-se mais seguro. O Clarivis High Potency e o Clarivis TX são referências na rotina anti-melasma e de manchas resistentes, atuando em diversas etapas da pigmentação. Para peles com tendência acneica, o Depore Acne Intense promove a renovação necessária para desobstruir poros e reduzir inflamações de forma controlada.
3. Proteção Solar de Longa Duração
A proteção é o último e mais importante passo. O Biosole Oxy FPS 85 oferece uma blindagem antioxidante contra o envelhecimento, enquanto o Sunsec FPS 80 é ideal para quem prefere um toque extra seco e invisível. Para quem busca máximo conforto e hidratação durante o dia, o Normalize Hydra Comfort FPS 90 combina altíssima proteção com uma textura leve e acolhedora para o clima frio.
Referências Científicas
- Sander, M., et al. (2020). The efficacy and safety of sunscreen use for the prevention of skin cancer. Canadian Medical Association Journal. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7759112/
- Rajkumar, J., et al. (2023). The skin barrier and moisturization: Function, disruption and mechanisms of repair. Skin Pharmacology and Physiology. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37717558/
Para entender a ciência por trás dos dermocosméticos mais eficazes conheça nossas pós-graduações: http://www.ipupo.com.br
Texto por: Dr. Maurizio Pupo, farmacêutico pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, especialista em cosmetologia, Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Ada Tina e e CEO do IPUPO Pós-Graduação. CRF-SP: 13.328.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Posso usar ácido retinoico todos os dias no inverno?
Depende da tolerância da sua pele. O ideal é começar em noites alternadas e sempre utilizar um hidratante para mitigar a sensibilidade inicial.
2. O sol de inverno queima a pele com ácido?
Sim. A pele tratada com ácidos fica mais fina e fotossensível. A proteção solar é indispensável mesmo em dias chuvosos.
3. Por que minha pele está descamando muito no frio?
Provavelmente pela falta de hidratação oclusiva. O frio retira a umidade, e o ácido acelera a troca celular. Use hidratantes potentes para selar a hidratação na pele.
4. Posso misturar o ácido com o hidratante?
Sim, a técnica de "sandwich" (hidratante - ácido - hidratante) é excelente para peles sensíveis no inverno, reduzindo a irritação sem anular os benefícios.
5. Qual o melhor horário para aplicar ácidos renovadores?
Preferencialmente à noite. Durante o sono, a pele entra em ciclo de reparação, potencializando a ação dos ativos.
6. Grávidas podem usar ácidos renovadores no inverno?
Apenas sob orientação médica. Geralmente, ácidos como o Glicólico em baixas concentrações são permitidos, enquanto o Retinoico é contraindicado.


