O que fazer para se livrar da espinha interna no rosto?
Acordar e sentir aquele pequeno "caroço" dolorido sob a pele, que não tem ponta visível, mas incomoda profundamente, é uma situação frustrante. A espinha interna no rosto, cientificamente conhecida como acne nódulo-cística, é uma das formas mais dolorosas e difíceis de tratar da acne.
No entanto, a manipulação incorreta dessa lesão é a principal causa de cicatrizes profundas e manchas de acne permanentes. Se você busca entender o que fazer para se livrar da espinha interna de forma segura e científica, este guia foi feito para você.
O que é a espinha interna?
Para saber como tratar a espinha interna, precisamos entender sua estrutura. A acne comum se forma quando o folículo piloso (poro) fica obstruído por excesso de sebo e células mortas. Quando essa obstrução ocorre na superfície, temos o cravo ou a espinha comum.
A espinha interna, porém, é mais complexa. Ela ocorre quando a obstrução e a proliferação da bactéria Cutibacterium acnes causam uma ruptura na parede do folículo lá no fundo, na derme profunda.
O corpo reage enviando uma "tropa de choque" de células de defesa (glóbulos brancos), gerando uma resposta inflamatória intensa.
Como não há uma saída para a superfície (o poro está bloqueado profundamente), o pus e a inflamação se acumulam internamente, criando um nódulo rígido, vermelho e quente. É por isso que você sente o inchaço e a dor na espinha interna, mas não vê a ponta branca.
O que causa a espinha interna?
Entender as causas da espinha interna é vital para a prevenção. Não se trata apenas de "sujeira", mas de uma combinação de fatores biológicos e externos:
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Hiperprodução Sebácea: Peles oleosas produzem sebo em excesso, que atua como "cola" para as células mortas, bloqueando o poro.
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Desequilíbrio Hormonal: Oscilações de andrógenos (comuns na adolescência, menstruação ou síndrome dos ovários policísticos) estimulam as glândulas sebáceas, favorecendo a acne hormonal.
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Acúmulo de Queratina: A pele não descama corretamente, acumulando células mortas dentro do poro.
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Colonização Bacteriana: A bactéria da acne se alimenta desse sebo represado e se multiplica, liberando substâncias que irritam a pele.
Pode espremer espinha interna?
Esta é a dúvida número um: pode espremer espinha interna? A resposta médica é um absoluto NÃO!
Tentar espremer uma lesão que não tem saída (ponto de drenagem) é um erro grave. Ao pressionar o nódulo, você corre o risco de estourar a parede do folículo ainda mais profundamente dentro da pele.
Isso espalha a infecção para os tecidos vizinhos, transformando uma pequena espinha em um cisto gigante ou, pior, jogando bactérias na corrente sanguínea (bacteremia).
Além disso, a força mecânica aplicada para tentar "fazer a espinha sair" destrói o colágeno ao redor, resultando em:
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Cicatrizes de acne profundas (buraquinhos na pele).
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Manchas escuras de pós-acne (hiperpigmentação pós-inflamatória) que podem demorar meses ou anos para sair.
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Piora da inflamação e aumento da dor.
Como tratar espinha interna: Protocolo de Alta Potência
Se não podemos espremer, o que fazer para se livrar da espinha interna no rosto? A estratégia deve ser química e anti-inflamatória, não mecânica. O objetivo é acalmar a lesão, desobstruir o poro quimicamente e controlar a bactéria.
1. Crioterapia Caseira (Gelo)
No estágio inicial, quando a espinha inflamada está pulsando de dor, o gelo é seu melhor amigo. Aplique uma compressa fria (gelo envolto em pano limpo) por 5 a 10 minutos. O frio causa vasoconstrição, reduzindo o fluxo sanguíneo, o inchaço e a dor.
2. O Poder dos Ácidos: Mandélico e Salicílico
Para tratar a causa raiz (o poro entupido e a bactéria), precisamos de ativos queratolíticos e seborreguladores. É aqui que entra a ciência dos dermocosméticos de alta performance.
A Ada Tina desenvolveu o Depore Acne Intense, um sérum dermatológico antiacne desenhado especificamente para essas lesões resistentes. Sua eficácia reside na combinação inteligente de 12% de alfa e beta-hidroxiácidos.
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Ácido Salicílico: Solúvel em óleo, ele penetra fundo no poro cheio de sebo, esfoliando seu interior e desfazendo a obstrução. Possui ação anti-inflamatória direta.
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Ácido Mandélico: Um alfa-hidroxiácido de alta tolerância que atua na renovação celular superficial e possui potente ação antibacteriana e clareadora, prevenindo as marcas escuras.
Ao aplicar o Depore Acne Intense sobre a espinha interna ou áreas propensas, a exclusiva Tecnologia pH Acne atua para reduzir a lesão, secar a inflamação e uniformizar o tom da pele, proporcionando até 85% de melhora visível e prevenindo que novas lesões se formem. É um tratamento intensivo para acne ativa e cravos.
3. Hidratação e Controle da Oleosidade
Uma pele acneica não pode ficar ressecada, pois isso gera o "efeito rebote" (produção de mais óleo para compensar). Use séruns leves que mantenham a barreira cutânea íntegra enquanto tratam.
O Papel Crucial da Proteção Solar na Acne
Muitas pessoas com pele oleosa e acneica fogem do protetor solar por medo de aumentar a oleosidade. Esse é um mito perigoso. A radiação UV é a principal responsável por transformar uma simples espinha em uma mancha de acne eterna.
Quando a pele está inflamada (com espinha), os melanócitos estão hiperativos. Se o sol atingir essa inflamação, ele irá gerar uma mancha na sua pele. Além disso, o sol engrossa a camada superficial da pele, facilitando novos entupimentos.
Para quebrar esse ciclo, a proteção deve ser matificante e de longa duração. Para isso, existe o Sunsec Acqua Fluid FPS 80. Este não é um protetor comum, é um protetor solar fluido ultraleve desenvolvido especialmente para a pele oleosa brasileira.
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12 Horas de Proteção: Graças à tecnologia Solent®, ele protege contra UVA e UVB o dia todo, durante 12 horas, evitando a necessidade de reaplicações constantes, impedindo o acúmulo de produto nos poros.
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Toque Seco e Efeito Matte: Mantém a pele sequinha por até 16 horas, controlando o brilho excessivo que tanto incomoda quem tem acne.
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Tratamento: Sua fórmula com Peptídeos de Cobre, Difendiox® e Minerais Marinhos não apenas protege, mas ajuda a reduzir a oleosidade e revitalizar a pele, protegendo o DNA celular.
Usar o Sunsec Acqua Fluid FPS 80 diariamente é garantir que o tratamento com os ácidos funcione sem o risco de manchas solares.
Rotina Sugerida: Skincare para Pele com Espinha Interna
Para saber como cuidar da espinha interna no dia a dia, siga este passo a passo simplificado:
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Limpeza: Lave o rosto com um gel de limpeza específico para pele oleosa, como o Depore Concentrate, que remova impurezas sem agredir.
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Tratamento (Noite): Aplique o Depore Acne Intense sobre a área afetada ou em todo o rosto (conforme tolerância e indicação). Seus ácidos irão trabalhar durante o sono para desobstruir os poros e reduzir a inflamação da espinha interna.
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Proteção e Tratamento (Dia): Pela manhã, com a pele limpa, aplique o Sunsec Acqua Fluid FPS 80. Sua textura aquosa e invisível é perfeita para o uso diário, garantindo defesa total contra o sol e controle do brilho.
Quando procurar um médico?
Embora o uso de dermocosméticos de alta potência seja extremamente eficaz para o controle da acne leve a moderada, casos de acne nódulo-cística severa, com múltiplas lesões dolorosas e febre, podem exigir intervenção médica com antibióticos orais ou isotretinoína. Nunca se automedique!
Paciência e Ciência Vencem a Acne
Lidar com uma espinha interna exige autocontrole para não espremer e disciplina para tratar corretamente. A inflamação é um sinal de que sua pele precisa de ajuda, não de agressão.
Ao substituir o hábito de cutucar por um protocolo científico, você atua em todas as frentes do problema: desobstrui o poro, mata a bactéria, seca a inflamação e impede a mancha.
Lembre-se: a pele oleosa e com acne tem tratamento e controle. Com os ativos certos e a tecnologia da Ada Tina, é possível conquistar uma pele lisa, uniforme e livre da dor das espinhas internas.
Referências Científicas
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Salicylic acid as a peeling agent: a comprehensive review. Clinical, cosmetic and investigational dermatology. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4554394/
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Sakuma, T. H., & Maibach, H. I. (2012). Oily skin: an overview. Skin pharmacology and physiology. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22722766/
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Draelos, Z. D. (2018). The science behind skin care: Cleansers. Journal of cosmetic dermatology. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29231284/
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Shenoy, A., & Madan, R. (2020). Post-Inflammatory Hyperpigmentation: A Review of Treatment Strategies. The Journal of Drugs in Dermatology. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32845587/
Texto por: Dr. Maurizio Pupo, farmacêutico e especialista em cosmetologia e Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Ada Tina. CRF-SP: 13.328

